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Ideias Boas

Posted on sexta-feira, setembro 12, 2014

Foto por Jeff Kubina
De vez em quando tenho ótimas ideias pra por aqui.

Sempre longe de qualquer máquina boa de escrever.
Esqueço-me.
Talvez eu deva andar com um caderninho.
Eu adoraria.



Vou pelo menos fazer um remark:
Ontem, coincidentemente, tivemos vários acessos dos EUA. (Agora certamente terei mais, porque mencionei USA)
Outro: Adorei essa foto do Jeff, e o melhor é que posso usá-la. =D

Um abraço.

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Tratando de: Conservadorismo das Pautas Ligadas a Costumes

Posted on quarta-feira, agosto 27, 2014

É chatinho ver na Folha de São Paulo:

" Em sua coluna desta segunda- feira (25), Gregorio Duvivier levantou um tema de grande relevância a respeito dos embates eleitorais brasileiros, a saber, o conservadorismo das pautas ligadas a costumes. A seguir as declarações ou o silêncio covarde da maioria de nossos políticos, tem- se a impressão de habitarmos o século 19. "

Esse comentário sobre o que o Duvivier falou é suficiente para que nos poupemos o trabalho de ler o próprio e fazer as observações a seguir.

Não só estamos realmente atrasados na política - o que acho, na verdade, é que nem estamos tanto, pois da forma como foi colocado faz parecer que alguém evoluiu em algum lugar com o passar do tempo. Será que isso aconteceu? - como estamos muito atrasados em notar e tratar de certas coisas. O que foi dito na Folha de São Paulo já foi tratado muito antes, por Orwell (que só estou tomando como exemplo porque é de meu conhecimento), por exemplo, que eu mesmo li e de certa forma compartilho de algumas de suas opiniões.

O que quero dizer, e vou elaborar um pouco mais isso, é só o seguinte: É só agora que tu vem me falar disso ou o pessoal vem repetindo essas coisas há anos?

O que ele levantou é, realmente, um tema de relevância na política quando está acontecendo. Era um tema de relevância quando Orwell levantou há uns 70 anos.

Mas nada mudou desde então?

As opções devem as seguintes:
* O Reino Unido "evoluiu" antes.
* Nada disso faz sentido e é mera coincidência.
* As coisas nem mudaram na política.
* O pessoal que trabalha com o papel e as letras que vão nele recicla muito ideias e opiniões. Sendo que a ideia pode tranquilamente nem ter sido do Orwell.

As engrenagens que giram na minha cabeça e pesam pra lá e pra cá me fazem ter entre essas opções, muito mais crença nas duas últimas.



OBS: 1) Pra quem, como eu, é meio desconfiado e quer ir atrás, há varios ensaios do Orwell que tratam mais ou menos disso que eu mencionei. Como "Politics and the English Language" (que é fácil de encontrar por aí).
2) Apesar de coisas mais completas serem mais creditáveis e louváveis  etc e tal, dá mais trabalho então venho só falar um pouquinho e ficar com vontade de elaborar mais.

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Sigh

Posted on terça-feira, julho 15, 2014

Eu sei que é bem chato encontrar um texto sobre uma pessoa falando sobre si mesma. Sei também que isso, muitas vezes, estraga a imagem de um blog. Portanto, se meu amado considerar pertinente, pode tirar essa postagem do ar no futuro. Mas sinto que preciso falar sobre algumas coisas sob a ilusão de que alguém vai ler e se importar.



Estou de férias desde o início do mês. Eu deveria escrever um artigo ao longo das férias. Porém, uma semana em casa se passou e eu ainda não consegui fazer absolutamente nada. Isso porque eu tirei um siso e cara: nunca mais eu duvido quando alguém diz que dói! É muito sofrimento! Uma semana inteira com dor de dente e - o pior - de cabeça. Meu prazo para o artigo é a amanhã e mal consegui começar ele. Estou com muita raiva disso, porque o artigo é sobre um tema que eu adoro: o da iniciação científica.
Além disso, queria sair, visitar amigas, passar tardes no sol, na casa da vó, andando de bicicleta pela cidade... Nada é possível. Mas, há luz no fim do túnel: hoje é o primeiro dia em que não sinto dor de cabeça! Ok, depois de muita medicação. Mas como é doce a ilusão de estar bem!
Mais do que um desabafo, um relatório de problemas, esse post tem um fim: me fazer tirar palavras de dentro de mim, perfeita e claramente como sempre foi, como um ensaio para a redação do artigo. Além do mais, as coisas estão melhorando. Vou caminhar um pouco no final do dia, estou lendo (surpreendentemente) com fluência um livro em inglês. Não é qualquer livro: é o primeiro livro da Sookie Stackhouse Mysteries!! *o* E... fiz deliciosos cupcakes semana passada que fizeram todos lamber os dedos ;D



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Uma música ~

Posted on sábado, maio 31, 2014

No embalo da autora aí que nos postou uma música vim mandar uma, que a mencionada não curte.
Nesse domingo chuvoso, sozinho etc, surgiu-me uma música na cabeça, trechos dela e acho que consigo compreender por quê...


Aí a letra

Beatles, I Need You


You don't realise how much I need you.
Love you all the time I'll never leave you.
Please come on back to me.
I'm lonely as can be. I need you.

Said you had a thing or two to tell me.
How was I to know you would upset me?
I didn't realise as I looked in your eyes...
You told me.

Oh yes, you told me, you don't want my lovin' anymore.
That's when it hurt me.
And feeling like this, I just can't go on anymore.

Please remember how I feel about you, I could never really live without you.
So, come on back and see just what you mean to me.
I need you.


But when you told me, you don't want my lovin' anymore.
That's when it hurt me.
And feeling like this, I just can't go on anymore.

Please remember how I feel about you.
I could never really live without you.
So, come on back and see just what you mean to me.
I need you. I need you. I need you.


OBS: Só percebi os "obs's" do outro post agora. Aprendo sim.
Obs2: É bonitinha as música. qq

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Mas Para Isso

Posted on domingo, maio 18, 2014

Essa manhã abri a janela do meu quarto e vi que está um dia bem bonito e relativamente quente para a época. Vi umas bergamotas numa árvore cheinha delas. Achei uma boa ideia comê-las e tomar chimarrão.

Mas para isso eu teria que esquentar água no fogão, mas para isso eu teria que limpar o fogão, pois não usaria ele sujinho assim, mas para isso eu teria que tirar as coisas que estão na frente do fogão, mas para isso eu teria de arranjar espaço no quarto para colocá-las, mas para isso precisaria varrer o chão do quarto, mas para isso precisaria mover as coisas do lugar, mas para isso eu teria que tirar as roupas de cima das coisas, mas para isso eu teria que dobrar e guardar adequadamente as roupas, mas para isso...

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Resenha (livro) - Marina - Carlos Ruiz Zafón

Posted on quarta-feira, maio 14, 2014

De vez em quando, eu leio um livro.
Mais de vez em quando ainda, eu resolvo resenhar um livro. Isso ocorre, mais especificamente, quando eu amo muito ou odeio demais uma leitura realizada em data próxima.
Dessa vez não é diferente. Quem lê o blog já deve estar enjoado de mim falando sobre o Carlos Ruiz Zafón, sobre como suas obras são fantásticas (ultimamente, fantástico é meu adjetivo preferido, dado o fato de que comecei a acompanhar Doctor Who e aquela loucura toda é mais que demais). Talvez você esteja pensando "opa, então ela vai falar mal do Zafón, finalmente!". Errado.
Sei que todo mundo já resenhou esse livro. Ouvi falar muito dele na época em que foi lançado pela Suma e foi ele que tornou o autor tão conhecido no país (ao meu ver, sendo que, aparentemente, ele é tão conhecido por A Sombra do Vento; entretanto, se menciono Marina, todos sabem de quem estou falando, o que não ocorre com o Sombra). Entretanto, só depois de ler é que pude perceber que tudo nessa vida tem um fundamento: Zafón é um gênio e não sei como passei minha vida sem ler isso antes.


Mais uma vez, um livro dele me fez rir, chorar (demais, como nunca antes com uma obra de ficção), ter pesadelos... Enfim, é um livro de emoções fortes, de impacto. Com ele, quase acreditei que a loucura cria monstros reais.
Apesar de Marina ser um livro juvenil, acredito que se eu tivesse lido ele com 15, 16 anos estaria com alguns problemas psicológicos graves depois da leitura. A temática da morte, da doença, da miséria humana, dos rastros de uma guerra que se faz tão necessária para a política internacional, mas que deixa marcas profundas na vida dos seres humanos... É tudo tão impactante que, se já não tivesse crescido um pouco, minha redoma de cristal haveria se partido em bilhões de pedaços.
Quanto ao enredo, Zafón mistura estilos, faz poesia em sua história. O que parece um mistério, se transforma em ficção, depois vira drama, romance, terror, e tudo se mistura novamente e se mescla com a realidade. É impressionante como sinto vontade de continuar o livro até terminar, e, quando termina, sinto uma tristeza (por terminar) e uma grande alegria (por ter lido tão magnífica obra).
Não compete à mim contar a história. Zafón faz isso dezenas de milhares de vezes melhor que eu! Então, a sugestão: leia esse livro. Ele não é muito grande. Imagino o que seria de muitos jovens (calma, não sou tão velha... pessoas com 3-4 anos menos que eu) se conhecessem livros como esse, se soubessem o mundo que as páginas fechadas por capas falhadas esconde.... Sim, a capa de Marina é falhada. A edição não foi muito feliz e a menina segura uma mão. Paciência!

No momento, tenho mais um livro dele para ler. O Príncipe da Névoa. Depois, aceito presentes e doações dos outros dois haha
Espero que a vida ainda seja repleta de livros tão bons quanto esse. Que Zafón publique mais uns mil livros. Que um dia eu possa conhecê-lo e conseguir sua assinatura em um livro... Mas, principalmente, que mais pessoas tenham chance de viajar para a Barcelona perdida no tempo que ele narra e conhecer Óscar, Marina, Beatriz, Julián Carax, Clara Barceló, Daniel Sempere e muitos outros seres adoráveis desse mundo, sem esquecer, é claro, do melhor de todos: Fermín!

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Cafés, produtos, serviços, McDonald's e um sonho

Posted on segunda-feira, maio 05, 2014


Foto de Mark Prince, Cofeegeek



    Fazer café não é somente extrusar um líquido preto de uma máquina cara. É muito mais que isso. As pessoas que fazem café precisam ter uma habilidade, uma vontade especial. Isso vale pra quase tudo que se faça e que se venda, não somente para esse exemplo gastronômico.

Tomo pouco café, mas tomo.
Fim de semana passado(a)  Há umas duas semanas eu fiz uma coisa bastante difetente do meu costume, tomei um capuccino do McDonald's. Não tomei todo meu capuccino. O café não era bom. No McDonald's não se exige algum gosto pelo trabalho, pelo contrário, o forte dessa rede é esse: você não precisa ser especial.



Foto de Ross Uber

     Ao tomar um café como aquele eu estou ofendendo meu paladar, ofendendo o trabalho da pessoa e prejudicando os outros que trabalham com isso. Tem muita gente que gosta de fazer café, que gosta de coziinhar, que gosta de fazer roupas, que gosta do que faz. É dessas pessoas que deveríamos consumir. Pois, em termos diretos, se dou dinheiro pra alguém que gosta do que faz, esse dinheiro é consequẽncia do seu trabalho, ele inclusive apoia a pessoa a  se manter fazendo aquilo, que já é mais bem feito porque é feito com vontade.

A pessoa que tem um trabalho que não gosta não é alguém errado ou que não mereça ser valorizada, essa pessoa seria certamente valorizada de verdade se pudesse estar realizando aquilo que gosta, que sente vontade, que tem interesse. Aí que entra a parte utópica do meu raciocínio: se colaboramos com quem ama o que faz e só com eles, os trabalhadores serão mais completos e felizes porque gostam do que fazem. Pelo menos é com esse propósito que deveríamos rumar como mundo, que os engenheiros e "fazedores" não façam algo que irá substituir uma pessoa e deixá-la desempregada, mas substituir uma pessoa para dá-la um trabalho mais valioso, mais fácil ou mais prazeroso. Esse é um dos papéis que vejo como trabalho do "fazedor" - aqui vos fala um futuro engenheiro que quer fazer um mundo um pouco melhor, só pra lembrar o porquê desse viés.

Um abraço, e deixo a ideia que quero passar resumida: Pense no que consome, isso é um "pequeno passo" para um mundo melhor. Tente valorizar pequenas coisas na vida, como o sabor do que é feito com carinho, como a luz do sol que nos aquece nos dias frios, tudo o que é de fato verdadeiro e SEJA verdadeiro =D

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Estou esrevendo de dentro de um ônibus, então perdoe-me a desconexidade das frases. (os primeiros parágrafos, principalmente. Terminei dias depois). Queria escrever bastante e elaboradamente, mas é melhor fazê-lo aos poucos, em pequenos Drops. Fica pior, mas fica mais legível e factível.

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As origens do "Sou Foda"

Posted on sábado, abril 26, 2014

Uma genialidade como aquela não pode ter surgido assim aleatŕoriamente, do nada. O videoclipe do Sou Foda, que suponho que todos os leitores conheçam (PARTE SINCERA: eu não vou colocar aquele vídeo aqui, se não conheces, ótimo. Não vá atrás e não leve a sério todo esse post) certamente deve ter um background cultural por trás. E, de fato, tem. Obviamente as influências do Funk Carioca etc. Mas um detalhe que percebi por esses dias sobre o visual do clipe e a dança também é que ambas essas características foram fortemente influenciadas pelas músicas da época em que suponho que o autor estava nascendo, o Pop/Hiphop dos anos 90:






Note a escrotidão desse clipe hahaha. Percebemos logo nos primeiros segundos, a moça ali vestida de Mortal Kombat com pochete, as palavras que são ditas piscando no fundo e, principalmente, a dança do rapaz que é claramente um precursor e forte influência para o sucesso carioca de 2010.

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A vida comum de Tom - Uma (pre) Introdução

Posted on terça-feira, abril 08, 2014

Eu brincava com um carrinho amarelo de plástico e eu corria a casa toda com aquele carrinho gritando "Vruum, vruum!!". Na verdade essa é uma das poucas coisas que me lembro. Lembro também de dormir no colo do meu pai, deitado no sofá enquanto eu assistia alguma coisa na TV e ele lia um livro com a capa azul que tinha o mesmo cheiro daquela escrivaninha velha da sala dele. Não lembro o que tinha na sala, eu nunca tive altura suficiente pra enxergar bem as coisas de lá mesmo. Minha mãe me dava uma sensação de carinho e segurança. Mas, bem, eu não vim aqui pra falar de mim, vim aqui pra contar uma outra história, antes que eu esqueça. Porque, não sei se eu já disse, a minha memória não é muito boa e se eu não contar enquanto as coisas acontecem posso nunca me recordar, como faço com meu passado fragmentado.
Meu nome é Thomas Beobachter, mas pode me chamar de Tom.