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Defina como quiser, mas faça isso passar

Posted on sexta-feira, novembro 07, 2014

Via floralls
Eu perdi. Perdi tanta coisa. Mas também ganhei.
Perdi tempo, perdi oportunidades, perdi pessoas, perdi lugares, perdi palavras, perdi canções.
Ganhei agonia, ganhei dor, ganhei ansiedade, ganhei saudade, ganhei a perda.
 Hoje me consome aquilo que não tem nome
Não chove, não faz sol, não leio, não escrevo, não penso, não vagueio, não sou
Por agora, uma falta de concentração, uma sensação, uma coceira nos dedos, uma ânsia por digitar ou por fazer soar a minha dor e toda a minha falta de conhecimento
Não que não hajam coisas boas
É só que tem dias que nada disso importa, o sentimento é de inutilidade, de palavras reprimidas, de sons nunca soados, de palavras esquecidas em algum canto, numa biblioteca, num quarto, na praça
Não importa o gênero literário, importa que saia de mim aquilo que me atrapalha e talvez te entretenha
A futilidade já incomoda como nunca antes, a transitoriedade escurece todo pensamento e torna inútil todo emprego de forças
Questões sempre rondarão a mente de quem nada sabe
Mas não será hoje, nesse dia insosso, que elas serão respondidas
A sensação persiste
Deixa, não insiste
Melhor, desiste

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Uma manhã de estudos

Posted on terça-feira, março 11, 2014

Terça-feira. Dia em que minha semana começa. Passo o final de semana pensando em como, a partir de terça, minha semana será produtiva. Chego na cidade onde estudo na segunda, limpo tudo, arrumo tudo, deixo tudo ajeitado porque terça-feira é dia de começar a semana.
Planejo acordar cedo, ir para a biblioteca, estudar a manhã toda. À tarde, vou para meu trabalho como bolsista de iniciação científica e, à noite, tenho uma empolgante aula sobre Contratos.
Está tudo planejado. Não há nenhuma possibilidade de algo dar errado... Será?

Chega a terça-feira. Durmo até às 8hs da manhã. Até aí, ok. Era o plano!
Fico na cama até 8:30. Hey! Por que tanto?!
Vou para a cozinha, tomo meu café da manhã, me arrumo e sigo meu caminho, rumo ao outro lado da rua, ou melhor, rumo à Universidade. Enfim, vou estudar! Fiz uma viagem de aproximadamente 3 horas no dia anterior para que possa aproveitar a semana de estudos aqui, em São Leopoldo, morando em um Pensionato de freiras.
Mas... Havia planejado começar os estudos às 9hs. Já são 10 horas da manhã! Pelo amor de Deus, onde foi que eu errei?
Ah, calma. Agora, por duas horas, vou baixar a cabeça e estudar intensamente. Espere! Por que as bibliotecárias, que deveriam exigir e manter o silêncio da casa sagrada dos livros, estão conversando tanto?! Ok, força, Bia. Você consegue.
Quem sabe uma música? Mas, qual? Vamos procurar no Spotify. Red Hot Chillipeppers... Não. Thirty Seconds to Mars... Não gostei. Bethoven? Parado demais, preciso de agitação. The Offspring... Muito agitado! Quero correr pela biblioteca gritando as letras e... The Cure... Sim! Não conhecia muito, mas é muito bom.
Ahhh! Olha só, já são 11hs!! Poxa, li 10 páginas apenas. Minha meta são 50. Poxa! Poxa! Poxa!
Ok, foco. Estudo mais um pouco, mas então parece que preciso contar tudo isso para alguém. Que solidão! Ninguém para conversar. Todo mundo estudando de verdade, trabalhando, postando fotos de cães feridos no Facebook... e eu aqui, sozinha e com défcit de produtividade.
Então vim escrever isso. Pois agora são 11:30. Vou ali, voltar para minha rotina do desespero, ouvindo The Cure, sentindo as primeiras pontadas de uma dor de cabeça que sei que vai durar até que eu deitar novamente na cama, à noite, depois de um dia cheio. Cheio de falhas e problemas que se repetem sem que eu consiga encontrar uma solução.
Tenha um bom dia.