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A Culpa vai Parar no Gato

Posted on quinta-feira, junho 25, 2015


Não é claro pra mim como introduzir um post que tem intenção de apontar para lugares (links, livros, músicas, etc.) interessantes.
 Não estou muito bem hoje, ando um pouco gripado, por isso não vou elaborar muito.
É que estou aqui assistindo algumas coisas, como esse curta bem legal:


Proximity from JOSS UA (Joshua Cox) on Vimeo.


Ah, se assistires vai entender que o título do post é o que pensei no fim do filme :)

Há braços.

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Consciência

Posted on segunda-feira, abril 27, 2015

Por mais que eu abra os olhos
Por mais luzes que eu use,
Não consigo ver
Meu ferimento na cabeça.

Por mais que eu lute
Por mais esforço que eu faça
Não vejo mais que meio arco
Não sinto o sangue a correr solto.

Se levo um tapa na cara
Se outro golpe me fere
Sinto muito, mas vejo
O que oculto me estava.

O sangue que agora contemplo
e que em meu corpo estava
Me afasta do corpo, meu templo
e da consciência que me restava.

 ********Fim*******

Peço-lhes que façam o que eu esperaria de meu leitor, que faço às vezes:
  •  Que leiam e sintam (preste atenção no sentimento específico que o ato de compreender as palavras lhe causou),
  •  pense sobre o que o texto fala ("o que isso está literalmente dizendo?"),
  •  pense sobre o que o texto quer falar ("o que o autor quis dizer?"),
  •  pense sobre o que o texto poderia estar falando (algo como "o que está escondido nessas palavras").

Só como uma espécie de exercício despretensioso (mas se eu recebesse algum retorno das reflexões ficaria alegríssimo), pensei em escrever abaixo a visão do autor (o que o autor literalmente está dizendo e o que ele quis dizer escondido nas palavras) mas acho interessante* deixar para outro post, depois de um tempo e desse retorno aí =D

* Também porque estou meio com preguiça mesmo.


Há braços.

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Eu Reconheço que sou Grosso

Posted on quarta-feira, abril 15, 2015

"Mas sei tratar a qualquer cidadão... Até representa que eu tenho cultura."
https://www.youtube.com/watch?v=nIVgLvoh5JM


Eu queria falar sobre a objetividade, as figuras de linguagem e a sinceridade na expressão - que às vezes fazem a pessoa parecer menos polida, apesar de certo discurso ser baseado na sinceridade e objetividade. 
Recomendando o ensaio do Orwell:

http://www.orwell.ru/library/essays/prevention/english/e_plit

Daí depois eu venho e escrevo então =D

Há braços.

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Filme: Cypher - 2002

Posted on quinta-feira, fevereiro 26, 2015


   Filme com Lucy Liu (única que reconheci conhecida) e Jeremy Northam como protagonistas.


O protagonista é um cara pacato, simples e "certinho" que perdeu o emprego de contador recentemente. Cansado da vida suburbana (que nos EUA é tranquila e de classe média) vai procurar emprego como espião corporativo na empresa altamente competitiva e sigilosa Digicorp.

Isso tá parecendo sinopse. Vamos ao que interessa.
O filme é bom. Agitado e com mistério que vai se desenrolando aos poucos, tenso, enigmático, pode-se dizer. O cara vai se afundando cada vez mais naquele mundo intrigante da espionagem corporativa.

História acaba sendo levemente semelhante à do Nerdcast especial RPG Cyberpunk, que é um podcast bem mais extenso, dividido em duas partes e é bem boladinho (apesar de não ser um filme haha).

Nota do filme: Vale a pena assistir (não sei se tem versão brasileira). Como tenho atribuído números: 8.3

É um filme sem muita construção do universo, etc. Se não está afim de um filme com profundidade para pensar, é essa a pedida (quê?).

Há Braços.

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To Watch - Alguns Filmes a Serem Assistidos

Posted on terça-feira, fevereiro 24, 2015

Fácil ser direto com um título assim. Observando esses posts pareço meio cinéfilo.

Birdman - Ganhou o Oscar em 2015 e mais de um deles.

Hacker - Pareceu legal. Pra um momento de "só quero ver um filminho bem filmado". (no sentido literal da frase).

Chappie - De máquina com sentimento. Costumam ser legais esses.

Os Mad Max - Principalmente porque sairá um novo em 2015, e eu sempre estou comentando coisas relacionadas com isso. E porque São Paulo tá sinistro. Tem a ver com falta de água.

Os Exterminador do Futuro - Principalmente o 4, que foi o único que eu realmente não vi. A maior razão é que teremos um filme novo e o Governador está de volta no quinto filme a ser lançado em julho desse ano.

The Hacker Wars - Documentário, 2014. Tá explicado.


Deep Web - Documentário, 2015. Interessante, mas dessa lista tá só na frente de "hacker" até agora.

Achei uma fonte interessante desses filmes, a lista Information Technology Movies, aqui: http://www.imdb.com/list/ls073313703?ref_=ttpl_rls_3
Tem bastante coisa legal, inclusive coisas que já comentei aqui.


- Documentário, 2013. Fala sobre o mundo conectado atual e como isso tem moldado a sociedade. Pro bem e pro mal.

Track Down - 2000, fala da história do Kevin Mitnick. Sempre ouvi falar do filme. Deve ser legal.



Acho que já ficou muito temático esses filmes aqui no final. Devo parar por aqui. Refinamentos futuros deveriam acontecer no post. Provavelmente não ocorrerão.

Há BRAÇOS.

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Resenha (livro) - Marina - Carlos Ruiz Zafón

Posted on quarta-feira, maio 14, 2014

De vez em quando, eu leio um livro.
Mais de vez em quando ainda, eu resolvo resenhar um livro. Isso ocorre, mais especificamente, quando eu amo muito ou odeio demais uma leitura realizada em data próxima.
Dessa vez não é diferente. Quem lê o blog já deve estar enjoado de mim falando sobre o Carlos Ruiz Zafón, sobre como suas obras são fantásticas (ultimamente, fantástico é meu adjetivo preferido, dado o fato de que comecei a acompanhar Doctor Who e aquela loucura toda é mais que demais). Talvez você esteja pensando "opa, então ela vai falar mal do Zafón, finalmente!". Errado.
Sei que todo mundo já resenhou esse livro. Ouvi falar muito dele na época em que foi lançado pela Suma e foi ele que tornou o autor tão conhecido no país (ao meu ver, sendo que, aparentemente, ele é tão conhecido por A Sombra do Vento; entretanto, se menciono Marina, todos sabem de quem estou falando, o que não ocorre com o Sombra). Entretanto, só depois de ler é que pude perceber que tudo nessa vida tem um fundamento: Zafón é um gênio e não sei como passei minha vida sem ler isso antes.


Mais uma vez, um livro dele me fez rir, chorar (demais, como nunca antes com uma obra de ficção), ter pesadelos... Enfim, é um livro de emoções fortes, de impacto. Com ele, quase acreditei que a loucura cria monstros reais.
Apesar de Marina ser um livro juvenil, acredito que se eu tivesse lido ele com 15, 16 anos estaria com alguns problemas psicológicos graves depois da leitura. A temática da morte, da doença, da miséria humana, dos rastros de uma guerra que se faz tão necessária para a política internacional, mas que deixa marcas profundas na vida dos seres humanos... É tudo tão impactante que, se já não tivesse crescido um pouco, minha redoma de cristal haveria se partido em bilhões de pedaços.
Quanto ao enredo, Zafón mistura estilos, faz poesia em sua história. O que parece um mistério, se transforma em ficção, depois vira drama, romance, terror, e tudo se mistura novamente e se mescla com a realidade. É impressionante como sinto vontade de continuar o livro até terminar, e, quando termina, sinto uma tristeza (por terminar) e uma grande alegria (por ter lido tão magnífica obra).
Não compete à mim contar a história. Zafón faz isso dezenas de milhares de vezes melhor que eu! Então, a sugestão: leia esse livro. Ele não é muito grande. Imagino o que seria de muitos jovens (calma, não sou tão velha... pessoas com 3-4 anos menos que eu) se conhecessem livros como esse, se soubessem o mundo que as páginas fechadas por capas falhadas esconde.... Sim, a capa de Marina é falhada. A edição não foi muito feliz e a menina segura uma mão. Paciência!

No momento, tenho mais um livro dele para ler. O Príncipe da Névoa. Depois, aceito presentes e doações dos outros dois haha
Espero que a vida ainda seja repleta de livros tão bons quanto esse. Que Zafón publique mais uns mil livros. Que um dia eu possa conhecê-lo e conseguir sua assinatura em um livro... Mas, principalmente, que mais pessoas tenham chance de viajar para a Barcelona perdida no tempo que ele narra e conhecer Óscar, Marina, Beatriz, Julián Carax, Clara Barceló, Daniel Sempere e muitos outros seres adoráveis desse mundo, sem esquecer, é claro, do melhor de todos: Fermín!